sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Café, pão doce e amor.

O perfume que o vento trouxe me fez lembrar das tardes de antigamente. Eu queria voltar no tempo e viver como era antigamente, apesar do medo e da quase solidão. Mas tinha café e pão doce. E a minha avó. Mas, ela sempre ia embora porque tava escurecendo. Aquela hora do lusco-fusco. Quando o coração aperta e o que se sente é nostalgia. Rosa, roxo e azul, azul tão escuro que parece preto. A minha mãe demorava a chegar. O meu pai demorava a chegar. Mas, tinha a minha avó, amor, café e pão doce. Tinha as outras crianças na rua. Tinha os carros passando. Tinha a rede na varanda. Onde eu deitava de bruços e me distraia olhando as formigas. Depois, me distraia olhando as estrelas. Até lembrar do possível disco-voador. Tinha medo de disco-voador, tenho. Tinha medo de um monte de coisas, ainda tenho. A noite me doía. Sempre preferi as manhãs.

1 comentários:

Agberto disse...

Que lindo, Bê.