Ontem, enquanto nossos corpos suavam juntos, e eu sentia seu peito quente em cima de mim, foi a maior sensação de amor da minha vida. Eu me senti mulher, mas era ainda, sua menina.
Ainda balança em mim o medo de te perder e hoje, enquanto eu passava o tempo sem você, tentando ocupar minha cabeça para não pensar só no nosso amor, eu achei "Closer - Perto demais" num canal da TV. Chorei.
E chorei ainda mais quando veio aquela frase ''I don't love you anymore'', meu coração ficou tão pequenininho que eu pensei que ia ter que levantar correndo e ir me esconder na minha cama, na nossa cama, pra sentir seu cheiro, nosso cheiro. Porque é isso que eu sempre faço quando o medo aperta e o coração dói além do que eu achava que entendia.
De repente, lembranças de ontem de noite, você me dizendo que aquele era o melhor momento da sua vida. A promessa de repetir isso todos os dias, estampada nos nossos olhos misturando amor e tesão. E você me dizendo que é por nós. Minha vontade de te abraçar e não soltar nem daqui 50 anos. Seu cheiro, seu gosto. Meu medo de ficar longe de você por um dia, de não ser mais a sua garota. "I can't take my mind of you", diz a música... e eu nunca conseguiria mesmo.
Tem aquela cena também, em que a Alice pergunta porque o Dan ama Anna e ele responde: - "Porque ela não precisa de mim".
A cartada final. Precisar não é minha meta, não é meu desejo, sei que vivi uma vida sem nem te conhecer, mas ainda assim, saber que você existe me dá a maior paz do mundo!
Por que o amor não é suficiente? Eu gostaria de viver minha vida ao seu lado e que nosso amor fosse suficiente para ultrapassar qualquer barreira (eu sei, confio em você, mas, às vezes, é tão difícil...). Queria que ao me olhar você não enxergasse o poço de seus medos e meus passados ou futuros que não quero viver. Me olhe e veja a sua mulher, a mesma que você viu ontem, deitada, inteira, nos teus braços, completa e inquestionavelmente apaixonada por você. Ainda que muitas vezes meus dengos ou medos ou vergonhas não me deixem mostrar: é do teu lado que me sinto segura, é você que eu quero amar!
Esse mesmo filme, uns cinco anos atrás, eu vi pela primeira vez, pensando que o amor, como é pra ser, não existia mesmo (eu sei, Tati Bernardi disse isso). Mas dessa vez, meu namorado, meu futuro é você e é em você que eu confio para contrariar todos os preconceitos do mundo: o amor, como deveria ser, existe sim! O meu é você.
Não quero te fazer sentir dor nunca, mas quero que você saiba, que se isso acontecer, eu também amo em você tudo o que dói.
Durma, medo meu.
Estou aqui, pra sempre, pra você.
Tua menina.
Ao destino, deixo de aviso: Eu não sou mais a Alice.
* Texto de Adriana de Castro, adaptado.
* Texto de Adriana de Castro, adaptado.
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